Publicado por: descobrindoomar | maio 20, 2010

A história de formação do nosso oceano

Há muito tempo, na historia geológica do planeta, Brasil e África estiveram unidos, formando um imenso continente chamado Gondwana, uma das evidências é o encaixe perfeito entre o continente sul-americano e o africano. Porém, em determinado momento, a cerca de 180 milhões de anos atrás, o aumento pontual do fluxo térmico no manto terrestre provocou o arqueamento (elevação) da crosta que unia América do Sul à África, dando início ao processo de formação do oceano Atlântico Sul.

Após o arqueamento da crosta, a instalação de correntes de convecção no manto iniciou um processo de distensão da crosta causando sua fratura. Com a fratura da crosta, as rochas se acomodaram sobre o manto da terra, formando um imenso vale no meio do antigo continente. Com continuidade do movimento de distensão, a crosta se rompeu o que deu início à separação das duas margens continentais.

Iniciado o processo de separação das margens continentais do Brasil e da África, o vale que havia entre as duas margens passa a ficar cada vez mais profundo, permitindo que as águas oceânicas entrem nessa depressão, dando origem a um oceano primitivo, raso e restrito (sem comunicação com o oceano aberto. Esse cenário que ocorreu a cerca de 105 milhões de anos atrás.

A condição de ambiente restrito, aliada ao clima árido da região, favoreceu a precipitação de uma espessa camada de sal no fundo dessa bacia oceânica. Estes depósitos de sais, chamados evaporitos, atualmente são encontrados abaixo das margens continentais do Brasil e da África, a conhecida camada Pré Sal. É abaixo dessa camada que hoje a Petrobras está começando a exploração de uma enorme jazida de petróleo, o petróleo da camada Pré Sal.

Com o contínuo afastamento das margens continentais do Brasil e da África, o Oceano Atlântico sul fica cada vez mais profundo, permitindo assim uma maior comunicação com o oceano aberto e uma circulação livre de águas marinhas. Esse cenário interrompeu a precipitação de sal no fundo marinho e estabelecendo condições de oceano profundo.

O Atlântico é considerado hoje um oceano jovem, pois ainda está em processo de crescimento. Atualmente, Brasil e África se distanciam um do outro cerca de 3 cm por ano. A oceanografia geológica busca entender detalhadamente o processo de formação dos oceanos, pois sua história geológica pode fornecer fortes indícios sobre a existência de novos reservatórios de fontes energéticas como o petróleo e de matéria prima (minerais) para o suprimento das necessidades do homem no futuro.

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